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Ciúme: De onde vem?


Oláaa,


Estamos iniciando aqui no nosso blog com um tema que é super polêmico: ciúme. E, antes de mais nada, me diz uma coisa: Você se considera uma pessoa muito ciumenta?


Bom, ciúme é uma emoção complexa e que pode estar presente em relações de amizade, entre irmãos e até envolver oportunidades (ex: de emprego) ou objetos de estima, como ciúmes da música ou filme preferido. No entanto, é nos relacionamentos amorosos que o ciúme se apresenta como uma das principais queixas na clínica.


Mas então, o que é ciúmes?

É uma emoção que, assim como as demais, envolve uma série de pensamentos, comportamentos, reações fisiológicas e está associado principalmente ao medo, ansiedade, raiva e tristeza. Sentir ciúmes é inato do ser humano.


O ciúme é uma reação a algo, é necessário um gatilho que o desencadeie. Sendo uma atitude de proteção e defesa do próprio ego que, acima de tudo, busca evitar perder o lugar de importância e atenção que tem para a outra pessoa. Além disso, usamos o ciúme para tentar proteger o relacionamento de (possíveis) ameaças, que podem ser reais ou fantasiosas, de algo que esteja acontecendo ou que já aconteceu (por exemplo, ciúmes de relações passadas).


Apesar de muitas vezes associado a demonstrações de amor e carinho na nossa cultura, o ciúme romântico se traduz no medo da perda da pessoa amada e a ideia de que a controlando podemos garantir que o nosso parceiro permaneça. Isso, é um sinal de que existe alguma insegurança, a qual pode estar associada a inúmeros fatores, como a falta de confiança no parceiro(a), traumas anteriores à relação, baixa autoestima ou acontecimentos recentes.


E, se você me respondeu “SIM” na pergunta que eu te fiz no início do texto, você saberia me dizer o porquê do seu ciúme? Consegue identificar?


Como eu falei o ciúme é uma emoção natural e pode ser até saudável em certo ponto e como tantas outras emoções não deve ser reprimida (ressalva em ciúme patológico). Na verdade, a melhor forma de lidar com o ciúme é aceitando-o e questionando-o, e ai vai um mini exercício pra você já começar:

  1. Qual é a ameaça?

  2. Quais são as evidências de que isso esteja realmente acontecendo?

  3. Quais são as situações que provocam esse sentimento?


Nem sempre conseguimos enxergar essas respostas com clareza e para isso você sempre pode contar com uma terceira pessoa, quem sabe o seu terapeuta, hein? 😄


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Laura Sengès

Psicóloga Clínica (CRP 05/59459)

Mestranda em Psicologia | Coordenadora do Carreira Psi

IG: @Laurasenges.psi | Linktree: linktr.ee/laurasenges.psi


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Referências:

Ma, Y., Xue, W., Zhao, G., Tu, S., & Zheng, Y. (2019). Romantic Love and Attentional Biases Toward Attractive Alternatives and Rivals: Long-Term Relationship Maintenance Among Female Chinese College Students. Evolutionary psychology : an international journal of evolutionary approaches to psychology and behavior, 17(4), 1474704919897601. https://doi.org/10.1177/1474704919897601


Bergner R. M. (2000). Love and barriers to love. An analysis for psychotherapists and others. American journal of psychotherapy, 54(1), 1–17. https://doi.org/10.1176/appi.psychotherapy.2000.54.1.1


Slotter, E. B., Lucas, G. M., Jakubiak, B., & Lasslett, H. (2013). Changing me to keep you: state jealousy promotes perceiving similarity between the self and a romantic rival. Personality & social psychology bulletin, 39(10), 1280–1292. https://doi.org/10.1177/0146167213492427


Abalone, G. J. (2010) Histórias de Ciúme Patológico: identificação e tratamento. São Paulo: Manole.

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